quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Faremos uma grande Copa do Mundo...mesmo que isso desagrade a muitos!



Por Edilson Flores

É impressionante a arrogância de alguns cidadãos estrangeiros (de países "desenvolvidos"), em relação aos países latino americanos, principalmente, o Brasil!

Após o anúncio oficial, nesta terça-feira, em Zurique (Suíça), de que o Brasil será sede da Copa do Mundo de 2014, a ignorância de uma prepotente jornalista canadense - cujo nome se quer deva ser lembrado - me chocou profundamente.

A pseudo intelectual iniciou a série de perguntas à delegação brasileira, presente ao evento, questionando Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), sobre o que será feito até 2014 para diminuir o alto número de homicídios no Brasil, para que as pessoas que forem ao mundial tenham mais segurança.

Revoltado com a pergunta, Teixeira respondeu que a violência não é um privilégio do Brasil e lembrou que em uma competição esportiva, realizada recentemente no Canadá, policias locais agrediram atletas de outros países. Ele também mencionou alguns assassinatos em série, ocorridos em escolas européias e americanas.

É lógico que os confrontos entre policiais e traficantes engordam cotidianamente o conteúdo dos veículos de comunicação, mas será que nas mesmas edições de um telejornal, por exemplo, os crimes bárbaros que vemos, só acontecem em nosso país?

Não posso afirmar, mas a pergunta desta jornalista, deixa bem claro, pelo menos para mim, que esta cidadã só conhece o Brasil através de números, pesquisas e informações que chegam até ela. Afinal, a jornalista canadense me parece ser mais uma daquelas pessoas que gostam de analisar uma situação de fora para dentro, ou seja, não creio que ela tenha morado, alguns meses que fosse, no Brasil, o que lhe daria a oportunidade de falar sobre nosso país com mais conhecimento de causa.


Alma de vira-lata

O pior é que, falar mal do Brasil, só para ser do contra, não é privilégio de alguns estrangeiros. Tenho ouvido opiniões de colegas jornalistas (BRASILEIROS) que insistem em criticar os estádios do país e afirmar que estes não têm condições de sediar jogos de Copa do Mundo. Mas colegas, sete anos antes da realização de uma Copa do Mundo, nenhum país tem condições. Ou acham que a Alemanha, por exemplo, em 1999 já tinha os excepcionais estádios que abrigaram o mundial de 2006? Santa 'ingenuidade'!

Essas opiniões que afirmam só existir coisas ruins aqui, de que os outros são perfeitos e nós não temos competência para fazer nada, já é extremamente irritante quando vinda do exterior, mas quando são ouvidas dentro de nosso próprio país, causa-me tristeza, por serem ditas por pessoas que nasceram no Brasil, porém, com almas de vira-latas, que acham que o do vizinho é sempre melhor. Estes não conhecem o verdadeiro significado de ser brasileiro e a força que o país possui.

Calma gente! Devemos sim, pressionar nossos governantes, para que tudo seja feito organizadamente, dentro dos prazos e sem corrupção, mas também devemos acreditar que podemos fazer uma das maiores e melhores copas de todos os tempos, afinal, tenho certeza de que, se o país se unir, seremos capazes de tal feito!

Halloween ou Dia das Bruxas?

Fonte:Wikipédia

O Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na lingua inglesa) é um evento de cariz tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxónicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações pagãs dos antigos povos celtas.

História

A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a
Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração.

Originalmente, o halloween não tinha relação com
bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão" na língua celta).
O fim do verão era considerado como
ano novo para os celtas. Era pois uma data sagrada uma vez que, durante este período, os celtas consideravam que o "véu" entre o mundo material e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) ficava mais tênue.

O Samhain era comemorado por volta do dia
1° de novembro, com alegria e homenagens aos que já partiram e aos deuses. Para os celtas, os deuses também eram seus ancestrais, os primeiros de toda árvore genealógica.

Etimologia

Posto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening -> Hallowe'en -> Halloween. Rapidamente se conclui que o termo "Dia das bruxas" não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.

Outra hipótese é que a
Igreja Católica tenha tentado eliminar a festa pagã do Samhain instituindo restrições na véspera do Dia de Todos os Santos. Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como All Hallows' Eve.

A relação da comemoração desta data com as bruxas propriamente ditas teria começado na
Idade Média no seguimento das perseguições incitadas por líderes políticos e religiosos, sendo conduzidos julgamentos pela Inquisição, com o intuito de condenar os homens ou mulheres que fossem considerados curandeiros e/ou pagãos. Todos os que fossem alvo de tal suspeita eram designados por bruxos ou bruxas, com elevado sentido negativo e pejorativo, devendo ser julgados pelo tribunal do Santo Ofício e, na maioria das vezes, queimados na fogueira nos designados autos-de-fé.

Essa designação se perpetuou e a comemoração do halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses (povo de etnia e cultura celta) no
século XIX, ficou assim conhecida como "dia das bruxas", uma lenda histórica.

Atualidade

Com a conversão ao
cristianismo dos povos europeus, foi-se estabelecendo a partir dos séculos IV e V o calendário litúrgico católico, surgindo as celebrações do Dia dos fiéis defuntos e do Dia de Todos-os-Santos, mitigando as referências às entidades pagãs e erodindo a popularidade da sua mitologia em favor da presença dos santos católicos.

Atualmente, além das práticas de pedir
doces ou de vestir roupas de fantasias que se popularizaram inclusive no Brasil, podemos encontrar pessoas que celebram à moda celta, como os praticantes do druidismo (o druida era o sacerdote dos celtas) ou da wicca (considerada como uma forma de bruxaria moderna).

Um ritual habitual na noite de
31 de outubro é o de acender uma vela numa das janelas de casa, em homenagem aos seus ancestrais.

Muitos
grupos se reúnem e meditam em volta de fogueiras para honrar seus mortos e seus deuses, com oferendas como frutas e flores, e terminam a festa compartilhando comida e bebida, música e dança

. Uma boa bebida para essa época é o leite quente com mel, servido com pedaços de maçã e polvilhado com canela. Pode-se acrescentar o chocolate, que na época dos celtas não existia, mas que hoje é muito bem-vindo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Como os pais podem auxiliar os filhos a enfrentarem a timidez?

Por Adriana Araújo*
"Sei que tento me vencer e acabar com a mudezQuando eu chego perto, tudo esqueço e não tenho vezMe consolo, foi errado o momento, talvez,Mas na verdade, nada esconde essa minha timidez..."
Biquíni Cavadão
Crianças e adolescentes tímidos geralmente mantêm relações insuficientes com seus amigos e apresentam um padrão de conduta com carência ou déficit de relações interpessoais. Com freqüência, estas crianças e adolescentes evitam ou se esquivam de contatos sociais. Como este é um problema que afeta pouco as pessoas ao seu redor, o comportamento acaba sendo banalizado, sendo considerado normal e como conseqüência, não recebe a devida atenção. "No tratamento da timidez de crianças e adolescentes é preciso também sensibilizar a família e os professores, uma vez que essa problemática se caracteriza por uma situação de comportamento internalizado, que não afeta diretamente o meio onde a criança ou o adolescente vive. Os problemas externalizados - tais como impulsividade e agressividade - chamam mais a atenção da família e dos educadores, por afetarem diretamente essas pessoas", afirma a psicóloga Adriana de Araújo, especializada em hipnoterapia educativa.

Ser habilidoso socialmente é um fator importante para o desenvolvimento humano, por isto a timidez na infância e na adolescência deve ser investigada e tratada. Relacionar-se com companheiros da mesma faixa etária é fundamental para o jovem não correr riscos de apresentar dificuldades emocionais em seu desenvolvimento. A timidez aguda, se não tratada de forma adequada, pode trazer transtornos futuros para os adolescentes e seus familiares. "O relacionamento social adequado e satisfatório é fundamental para uma vida saudável. Muitos jovens tímidos sofrem por apresentar um repertório de habilidades sociais deficitário, fator que prejudica o seu desenvolvimento cognitivo, podendo ocasionar problemas afetivos e comportamentais, posteriormente", explica a psicóloga.
Tímido pra sempre?
O senso comum prega que, uma vez tímido, sempre tímido ... Ao longo dos últimos vinte anos, porém, os estudos sobre o comportamento humano têm revelado que a timidez, ao contrário da cor dos olhos ou dos cabelos é uma característica passível de ser mudada. Uma criança inibida "não está condenada" a ser um adulto retraído. Publicada na revista americana Current Directions in Psychological Science, uma pesquisa sobre o assunto dá pistas de como se pode ajudar as crianças a vencer a inibição.

A chave, segundo os psicólogos da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, está no relacionamento da criança com sua mãe. A mãe tem um papel essencial na timidez de seu filho, segundo os pesquisadores. Ela deve estimulá-lo a fazer amigos, mas, ao mesmo tempo, precisa entender que timidez, num grau razoável, não é doença. Só se torna um problema quando isola a criança do mundo. Crianças extremamente tímidas não se divertem e correm o risco de, na adolescência, desenvolverem transtornos psiquiátricos, como ansiedade e fobia social.

Por cinco anos, os pesquisadores de Maryland acompanharam meninos e meninas portadores de uma mutação no gene 5-HTT, que aumenta a tendência à timidez. A primeira avaliação foi feita quando as crianças tinham 2 anos. Quando elas foram analisadas novamente, aos 7 anos, os especialistas notaram que algumas continuavam retraídas e outras não. As mães responderam, então, a um questionário sobre como haviam lidado com a introversão de seus filhos durante esse período. As mulheres mais solitárias e mais estressadas eram as mães das crianças com maiores dificuldades de socialização.

Diante de um desconhecido, a criança tímida esconde o rosto, agarra-se às pernas da mãe ou se esconde atrás delas. Como a mãe é o modelo de socialização do filho nos primeiros anos de vida, cabe a ela ajudá-lo a enfrentar situações desconfortáveis. Como se consegue isso? "Agindo naturalmente. Não adianta querer que o filho introvertido vire, de uma hora para outra, a criança mais popular da escola - provavelmente, ele nunca o será. E não há nada de errado nisso. Exigir de uma criança o que ela não pode dar só aumenta a sua angústia e reforça o seu comportamento retraído", defende Adriana de Araújo. A receita para ajudar uma criança a vencer a timidez é ir devagar, respeitando seus limites. Aos poucos, a tendência é que ela se solte e faça mais amigos.
A criança tímida deve aprender que as mudanças são necessárias e não ameaçadoras. "E importante saber que podemos ser tudo aquilo que desejamos ser, desde que haja planejamento, tempo, perseverança e capacidade de adaptação, pois ninguém está condenado a viver apenas da forma com a qual está habituado.
Esqueça os versos de Caymmi, em Modinha para Gabriela: eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim...vou ser sempre assim Gabriela, sempre Gabriela...", aconselha a psicóloga.
Causas da timidez
As
causas da timidez são múltiplas. Entretanto, excetuando-se possíveis fatores genéticos, pode-se dizer que a timidez resulta de um processo. O tratamento da timidez é feito principalmente por abordagem psicológica. "Para um diagnóstico adequado, é necessário fazer uma avaliação com um profissional qualificado, que saberá indicar o acompanhamento psicológico adequado, fornecendo também orientações aos pais e professores", diz Adriana de Araújo.

A seguir estão relacionadas algumas razões para o surgimento da timidez:

· Baixo auto-estima - a criança ou o adolescente estima, deseja, quer coisas diferentes do que ela pode realizar, deixando de dar valor a tudo o que é e o que possui. Atribui ao outro uma importância maior. Deixa de governar a si próprio e passa a viver a mercê de idéias fantasiosas de um outro que pune, é rígido e severo. Cada criança possui suas peculiaridades, diferenças, semelhanças e acima de tudo: é única. Não há valor maior que esse;

· Vergonha – a idéia de um "defeito" no ser é a percepção de que há algo errado, de que alguma coisa não está certa e que todos vão reparar, achar graça ou se ofender com aquele comportamento. A criança envergonhada tem vontade de esquecer o que aconteceu, de se esconder, desaparecer e até mesmo sumir. Se pudesse voltar atrás e corrigir aquilo que elas julgam errado, fariam com toda a certeza. Esta forma de pensar leva ao isolamento. Quando a criança está sozinha ou próxima de pessoas que confia, sente-se protegida, pois não há crítica de outros e não há ninguém que possa reclamar ou mesmo corrigir tais erros. A maior falta existente não está no erro cometido, mas na incapacidade de corrigi-lo;

· A crítica e a rigidez consigo mesmo, o medo de errar e o perfeccionismo - pensamentos de inadequação, achar-se diferente, querer acertar sempre. Pessoas tímidas perdem excelentes oportunidades de aprender a conviver com as demais por medo de se expor, trocar idéias e experiências. "É só errando que se aprende...". Criticar a si próprio é uma qualidade que, fora da medida e em excesso, deixa de ser algo bom, pois saber criticar e poder corrigir a si próprio é um sinal de maturidade, em todas as idades;

· À agressão - a timidez pode vir dissimulada através de comportamentos agressivos, geralmente expressos pelo adolescente. Momentos de raiva ou até mesmo de indiferença mantêm as outras pessoas à distância, evitando o contato, que para as pessoas tímidas se torna terrivelmente ameaçador.
*Adriana Araújo é Psicóloga e realiza o atendimento clínico em casos de depressão, ansiedade, dor crônica, estresse, síndrome do pânico, fobias (medos), traumas, angústias, desânimos, compulsões (jogo, alimentar, etc.), falta de concentração, transtornos de humor, além de fazer também a preparação psicológica de vestibulandos.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

A comida do seu prato está diferente, globalizada?

Fonte: CITEN - Centro Integrado de Terapia Nutricional

Para celebrar o Dia Mundial da Alimentação - 16 de Outubro – é preciso entender as mudanças dos hábitos alimentares no Brasil, influenciadas pelas mudanças globais


O hambúrguer ou o refrigerante? Qual destes dois ícones, a juventude do Japão, dos Estados Unidos, da Rússia e do Brasil escolheriam como símbolo dos dias de hoje? Mesmo em meio a muitas diferenças culturais, provavelmente, a decisão seria praticamente unânime... Os dois teriam uma margem de votos muito parecida. Se por um lado, a globalização amplia a diversidade alimentar, por outro também a reduz, uma vez que faz circular um mesmo leque de opções alimentares em todos os recantos do mundo.

As implicações sociais, econômicas, culturais, e, por fim, na própria saúde, estão envolvidas no processo de alimentação das nações nos dias de hoje. Quem ousaria pensar, há 50 anos atrás, que a obesidade seria um problema social mais relevante do que a desnutrição? Quem poderia prever que a produção de alimentos em larga escala, com o início do cultivo dos transgênicos, não seria mais um desafio para os povos? Quem poderia supor que um cineasta poderia fazer o Mac Donald’s rever suas orientações nutricionais no mundo todo? Quem poderia imaginar que a Justiça determinaria a internação, a revelia da família, de uma adolescente que sofre com um distúrbio alimentar, no Brasil? Quase ninguém...

“E é neste mundo evoluído e complexo que tentamos incutir na cabeça das pessoas a idéia de que o alimento é o primeiro remédio. Mais do que isto, de que a alimentação é um dos pilares da saúde do homem moderno. Os alimentos são poderosos. Podem nos dar momentos de felicidade e de frustração, nos engordam ou emagrecem. A nossa opção alimentar revela claramente nossa personalidade e nosso modo de viver e conviver,” afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Segundo a médica, hoje, ao receber um paciente na sua clínica, ela se depara com um novo desafio: oferecer mais orientação e informação do que medicamentos e dietas. “É preciso conscientizá-lo sobre a importância de cultivar hábitos simples e milenares, como tomar o café da manhã, almoçar e jantar. É preciso orientá-lo sobre suas escolhas alimentares: alertá-lo para os perigos dos alimentos que são consumidos nas ruas ou informá-lo sobre a sua responsabilidade ao encher o carrinho de compras da família no supermercado”, afirma Ellen Paiva.

O paciente dos dias de hoje busca apoio e subsídios para estabelecer uma relação mais equilibrada com a comida e para conviver com as ameaças de epidemias de obesidade, de doenças cardiovasculares e do diabetes tipo 2. Não basta mais fazer uma lista com as 10 dicas para se alimentar bem ou com os 10 alimentos proibidos numa dieta...

Entendendo as mudanças

É preciso conhecer as principais mudanças alimentares ocorridas no prato do brasileiro, nos últimos anos, para saber quais as implicações nutricionais que “os novos tempos” trarão à saúde da população.

-Aumento no consumo de refrigerantes

Os primeiros comerciais da coca-cola, no final do século passado, vendiam um produto indicado para casos de dor de cabeça e esgotamento físico. Nos primeiros 50 anos, seu desempenho comercial foi discreto. Entretanto, durante a Segunda Guerra, o refrigerante alcançou popularidade mundial, utilizando o lema “onde estiver um soldado americano terá uma coca-cola por cinco centavos de dólar”. Neste período, a empresa conseguiu instalar, com a ajuda do governo norte-americano, engarrafadores em todos os cantos do mundo. No Brasil, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcóolicas, ABIR, os brasileiros consumiram mais refrigerantes na metade deste ano do que no mesmo período de 2006. A produção de refrigerantes aumentou em 5,6%, sendo que em abril e maio a taxa ultrapassou a média, chegando a mais 10%. Durante todo o ano de 2006, foram produzidos 13 bilhões de litros de refrigerante. Nos seis primeiros seis meses de 2007, já foram 7,8 bilhões.

Principais implicações nutricionais: Segundo a nutricionista do Citen, Amanda Epifanio, “a descoberta da relação de causa e efeito do consumo de refrigerantes com a epidemia de obesidade e diabetes tipo 2, principalmente em crianças e adolescentes, é incontestável. Além disso, o consumo exagerado de refrigerantes está relacionado com dietas ricas em calorias e pobres em nutrientes, principalmente leites e derivados, acarretando deficiência na ingestão de cálcio, tão importante nessa faixa etária”, diz.

- Consolidação do fast-food

O fast-food é o principal fenômeno de consumo no mundo moderno. O termo foi criação dos irmãos Richard e Maurice Mc Donald, no final da década de 40. O drive-in que possuíam, desde 1937, passou por uma reformulação que buscava maior racionalidade no serviço. Decidiram fazer da velocidade a essência do seu negócio e, para isso, acabaram com o atendimento personalizado, em que cada cliente poderia sugerir alterações no produto, segundo a sua escolha. O novo conceito de lanchonete foi logo imitado por outros empresários no mundo todo. Hoje, o fast food é a solução para o que se refere à alimentação no período de trabalho das grandes cidades do mundo. No Brasil, o consumo de hambúrguer iniciou-se com a rede de lanchonetes Bob’s, na década de 50, em Copacabana. Na França, o início dos fast-foods é bem posterior, quase vinte anos mais tarde. Os jovens eram, no início, o principal público destes estabelecimentos. Com o passar do tempo, as crianças foram também seduzidas por este mercado. Hoje, o símbolo de marketing do Mc Donald’s é um palhaço...

Principais implicações nutricionais: Segundo a diretora do Citen, Ellen Paiva, “a invenção dos sanduíches das redes de fast-food alterou o comportamento alimentar das famílias de todas as classes sociais, principalmente nos finais de semana, e o dos jovens, de uma maneira geral, que passaram a ter este tipo de refeição como um hábito”, afirma. Segundo a endocrinologista, esses alimentos seduzem pelo excesso de sal e gordura, associação altamente palatável e que agrada a todos, deixando muito sem graça o nosso prato tradicional: arroz e feijão. “Além disso, esses alimentos são ricos em gordura saturada e hidrogenada, os dois piores tipos de gordura da refeição, responsáveis pela elevação do colesterol precocemente e pelas altas cifras de obesidade em nossas crianças e adolescentes”, explica a médica.

- O self-service

A política de alimentação e os restaurantes para trabalhadores na década de 40 resultaram numa transformação dos hábitos alimentares. Os bandejões, inicialmente uma novidade, tornaram-se a forma mais comum de servir os alimentos nos restaurantes das empresas. Hoje, o ramo dos self-services é bastante disputado. De acordo com o Sebrae-SP, existiam, em 2005, cerca de 800 mil estabelecimentos deste tipo no país - o dobro do registrado em 2000 - 2,5 mil restaurantes por quilo somente na capital paulista.
Principais implicações nutricionais: Para Amanda Epifanio, “os restaurantes self-services são uma alternativa ao fast-food. Pelo serviço rápido e barato, oferecem às pessoas a chance de escolher e compor pratos diversificados. Além disso, proporcionam o consumo do arroz com feijão ou suas diversas opções de substituição”, defende a nutricionista.

- A gordura trans

Nos últimos anos, órgãos reguladores do mundo todo vêm normatizando a ingestão dos alimentos ricos em gorduras trans. Estados Unidos e Brasil saíram na frente, determinando a inclusão no rótulo dos alimentos da quantidade de gordura trans que existe em cada um deles. Isso possibilitará uma compreensão mais ampla e segura da ingesta de gordura trans. A recomendação para ingestão de gorduras trans é empírica e da ordem de 1% do valor calórico total da dieta, o que totaliza cerca de 2,0g de gordura trans por dia em uma dieta de 2000 calorias. Desse total, 1,0g já é proveniente dos alimentos naturais, especialmente carne bovina e laticínios, restando apenas 1,0 g para ingerirmos a partir de alimentos industrializados.

Principais implicações nutricionais: Para a endocrinologista Ellen Paiva, “a descoberta da gordura hidrogenada para nos livrar dos efeitos deletérios da gordura saturada foi um grande fiasco. Isso porque a gordura hidrogenada se mostrou muito mais prejudicial à saúde do que a gordura saturada”, afirma a médica. A pior implicação nutricional da gordura trans é, segundo a médica, seu efeito duplo no aumento do colesterol ruim (LDL colesterol) e a diminuição do colesterol bom (HDL colesterol), estando essa dupla alteração relacionada ao risco de doenças cardiovasculares de ocorrência precoce. Além disto, algumas evidências tem mostrado a relação entre o aumento do consumo da gordura hidrogenada e um tipo de obesidade que ocorre preferencialmente na região abdominal e que está associada ao diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças coronarianas em adultos e crianças.

- A refeição não é mais um ritual

A rotina da vida moderna provocou uma dissolução crescente dos rituais que acompanham o ato alimentar. A vida nas cidades grandes minimizou a importância do ato alimentar. Parece não importar muito o que se come, com quem se come e como se come. O típico habitante da cidade grande come no intervalo de almoço um sanduíche, ou um pedaço de pizza e bebe um refrigerante, sozinho e de pé, no balcão de alguma lanchonete. Talvez esta seja uma das razões pelas quais procuramos satisfação onde não a poderemos encontrar, ou seja, na quantidade de comida ingerida. O trabalho orienta e dá os significados das formas de se alimentar da vida moderna. O que se objetiva não é mais a confraternização, mas a economia de tempo.

Principais implicações nutricionais: Segundo a diretora do Citen, “a refeição que mais sofreu com o trabalho nas grandes empresas foi o almoço, que passou a ser trocado por lanches ou beliscos, muito rápidos, calóricos e indigestos, acarretando no aparecimento de problemas digestivos variados, desde gastrites e doenças do refluxo gastro-esofágico até constipação e sensação de empachamento”, explica Ellen Paiva.

- Alimentos enriquecidos

Vitaminado. Enriquecido com ferro. Mais vitaminas e sais minerais. Rico em fibras. Não há como negar que todos esses apelos, sempre em destaque nas embalagens alimentícias, chamam a atenção. Os consumidores são atraídos por essas palavras nos rótulos. Aumentar o poder nutritivo dos alimentos industrializados é uma forte tendência do momento. Para se ter idéia, nos Estados Unidos, esse mercado movimenta cerca de 15 bilhões de dólares por ano. No Brasil, ainda não existem números exatos, mas pela quantidade de novos produtos do gênero que chegam aos supermercados, constantemente, por aqui o volume também é grande. Esta tendência começou nos anos 60, quando surgiram os primeiros estudos que apontavam que gordura e açúcar em excesso podem prejudicar a saúde. A partir daí, a corrida da indústria alimentícia para desenvolver produtos mais saudáveis avançou consideravelmente.

Principais implicações nutricionais: “É extremamente reconfortante para os pais a idéia de poder comprar biscoitos enriquecidos com vitaminas para os filhos que não comem legumes e frutas. Na verdade, essa prática incentiva a substituição de alimentos frescos pelos industrializados, que além das vitaminas, têm muito sal e gordura, nutrientes nocivos à saúde”, afirma Ellen Paiva. Porém, quando a suplementação tem o objetivo de repor carências nutricionais em situações especiais, como, por exemplo, carência de cálcio em pessoas com doenças ósseas, o alimento vitaminado tem grande importância na prática clínica e pode contribuir na prevenção de doenças endêmicas, como a anemia.

- Comida congelada

Alimentos congelados são saudáveis? Muitas pessoas ainda se fazem essa pergunta, cerca de vinte anos depois que o freezer entrou na casa dos brasileiros. Hoje, praticamente tudo pode ser congelado: carnes, aves, peixes, pizzas, sopas, feijoadas, massas, tortas, pães, legumes. Até molhos, bolos, musses, salgadinhos, docinhos e diversas receitas prontas ou pré-prontas.

Principais implicações nutricionais: Ellen Paiva explica que “a possibilidade de cozinhar maiores volumes de alimentos e congelá-los para serem consumidos a longo prazo é bem vinda nos lares onde as mulheres evitam a solução pouco saudável dos deliveries e a monotonia dos lanches”, diz. Entretanto, alerta a médica, a comida congelada industrializada não difere da maioria dos alimentos industrializados, ou seja, não é equilibrada quanto aos nutrientes, contém maiores proporções de gordura, em relação aos carboidratos e menores quantidades de vitaminas, o que a torna imprópria para o consumo diário.

- Alimentos funcionais

Ferro contido no feijão, vitaminas nos legumes, frutas e verduras, licopeno do tomate, isoflavona da soja, fibras da aveia... As pesquisas já comprovaram o poder dos alimentos funcionais para a prevenção de inúmeros males. O desafio, agora, é saber o que exatamente - e quanto - cada um de nós deve colocar no prato para ter esses benefícios e garantir uma vida mais longa e saudável. Mas será que incluir novos sabores às refeições ou se alimentar diariamente com representantes da alimentação funcional são garantias de vida longa e saudável?

Principais implicações nutricionais: “A maior garantia de vida longa e saudável é o consumo de uma alimentação variada, rica em fibras, com gorduras, principalmente do tipo insaturadas e finalmente em quantidades adequadas ao alcance e manutenção do peso ideal. Dessa forma, garantimos a ingestão de vários tipos de alimentos, incluindo os funcionais”, defende a nutricionista do Citen, Amanda Epifanio.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Estágio, no foco certo

Paulo Nathanael Pereira de Souza*

O ponto fulcral do conceito de estágio é de uma clareza cristalina, embora seja sempre relegado a segundo plano por aqueles que, por desinformação ou má fé, confundem alhos com bugalhos, misturando problemas e soluções na tentativa canhestra de camuflar graves desacertos ou situações críticas. O bom estágio é o que enriquece o aluno com uma experiência que o ajuda a definir sua opção profissional futura, com acréscimos de saberes advindos da aplicação prática da aprendizagem escolar. O fato de episodicamente haver desvios em sua operacionalização – por omissão da escola ou impropriedade da empresa – não põe em xeque sua importância na formação do aluno. Proferi essa afirmação em recente entrevista concedida a um jornal paulista de grande circulação e repito-a aqui por lançar, com serenidade, a luz correta sobre a questão. E, mais, por ser a única visão que privilegia o interesse do jovem, ao contrário de certas posturas corporativistas (no pior sentido da palavra) ou manipuladoras (motivadas até por conveniência eleiçoeira) ou, o que é pior, por absoluta despreocupação com o destino de milhões de estudantes que deixam a escola, carregando um diploma que não os qualifica para enfrentar a competição pelo ingresso no mercado de trabalho.

Para desfazer a confusão que, intencionalmente ou não, cerca o conceito de estágio, basta examinar as principais críticas disparadas, mas não comprovadas por estudos com o mínimo de respaldo técnico ou científico. Permitindo-me um parêntese, classifico essa postura como um dos exemplos mais bem acabados do “achismo”, essa praga nacional que descarta certezas e consagra meras opiniões pessoais como fundamento para tomada de decisões que afetam a vida de milhões de brasileiros. Voltando ao nosso tema, a alegação de que o estágio não se caracteriza como etapa de aprendizagem, constituindo contratação de mão-de-obra disfarçada, é improcedente. Institutos de competência técnica indiscutível constataram, por meio de pesquisas criteriosas, que mais de 90% dos estudantes que fazem estágio atestam o benefício agregado por essa experiência prática à sua formação. Por isso, insisto em repetir que o estágio é irmão siamês do trabalho e da educação. Mas que, apesar dessa estreita ligação, ele se situa indiscutivelmente no âmbito da educação, tanto que a lei sabiamente coloca a instituição de ensino freqüentada pelo jovem como mandatária dessa relação e dos termos do contrato que define o treinamento que o jovem receberá na empresa que abrir as portas para que ele dê, com a supervisão de um profissional experiente, os primeiros passos no mercado de trabalho. O resultado para o estudante? Pesquisa do instituto InterScience revelou que 64% dos estagiários são contratados como funcionários efetivos após o primeiro ou segundo período de experiência.

Some-se essa realidade ao fato de que o desemprego no Brasil tem como causa o ritmo lentíssimo do desenvolvimento econômico e o despreparo dos desempregados para preencher os requisitos mínimos para trabalhar dentro dos padrões atuais de produção, e estarão identificados os maiores fatores das longas filas de profissionais em busca, sem sucesso, de uma vaga. São esses os alvos que deveriam ser visados, caso se pretendesse realmente agir para reduzir o desemprego, sem necessidade de abrir baterias contra o estágio que, em relação ao universo dos trabalhadores brasileiros, corresponde a menos de 1%.

A lei que rege o estágio data dos anos 70 e, como todos os instrumentos que regulam realidades dinâmicas (aliás, poucos campos serão tão dinâmicos como o mercado de trabalho), deve ser modernizada para atender às mudanças de cenário. Mas essa atualização precisa ser feita com cautela, discernimento e, principalmente, conhecimento de causa, sob pena de retirar de milhares de jovens a oportunidade de se educar melhor e de aprender mais. Isso sem falar da importância – também confirmada por pesquisas – da bolsa-auxílio para assegurar a renda indispensável para que boa parcela deles se mantenha na escola, evitando a sina de tantos filhos de camadas menos favorecidas que são retirados dos estudos para garantir a sobrevivência da família.

Com uma bagagem de 43 anos de convivência com o jovem na delicada etapa de inclusão no mercado de trabalho, o CIEE busca sempre atuar para aprimorar a qualidade dos estágios. Mas reconhece que, para uma solução definitiva, há apenas um caminho: melhorar sensivelmente a qualidade do ensino formal, hoje no patamar vergonhoso dos últimos lugares no ranking de desempenhos, seja qual for a perspectiva da avaliação. O mercado se queixa de que recebe das escolas médias e superiores alunos mal preparados e pessimamente formados, grave deficiência que levará algumas gerações para ser corrigida, prazo que começará a ser contado a partir do momento em que a educação for eleita a prioridade das prioridades nacionais e, como tal, vier a receber maciços investimentos, destinados a aplicações corretas, estancando as torneiras da corrupção, do desperdício e da má gestão de recursos. Enquanto isso, seria bem mais produtivo estimular práticas que contribuem para aumentar a empregabilidade dos jovens estudantes, do que investir contra o estágio, numa postura equivocada que confunde solução (estágio) com o problema (desemprego).

*Paulo Nathanael Pereira de Souza é doutor em educação e presidente do Conselho de Administração do Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE

*

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Língua portuguesa pode mudar em 2008


Por Edilson Flores

Voo, linguiça, leem e jiboia. A princípio, quem lê essas palavras, escritas dessa forma, chega a seguinte conclusão, devido aos erros de português: “Esse tal de Edilson escreve muito mal”.
Porém, quero que lembrem que esses erros podem ser temporários, afinal, como já devem saber, a partir de 2008 a língua portuguesa pode passar por uma grande reformulação.

Para quem está por fora, um acordo entre os membros da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), se assinado por Portugal e Cabo Verde (únicas aprovações pendentes), unificará, parcialmente, o terceiro idioma mais falado no mundo ocidental.

No Brasil - que já assinou o acordo - 0,45% das palavras serão alteradas e o alfabeto passará a conter 26 letras, ao invés das atuais 23. O “K”, o “W” e o “Y” serão incluídos.


Outras mudanças:

- O fim do trema (Ex.: “seqüencia” (ERRADO) / “sequencia” (CERTO);
- O acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer" (crêem), "dar" (dêem), "ler" (lêem) e "ver" (vêem) serão substituídos por "creem", "deem", "leem" e "veem";
- O acento circunflexo dos hiatos também será abolido - Ex.: “enjôo” (ERRADO) / “enjoo” (CERTO).
- As palavras “para” e “pára” serão escritas da mesma forma – Ex.: PARA (sem acento).

Uns dizem que o acordo tornará internacional o português brasileiro, outros acham que causará confusão, pelo menos no início, já que será necessário um longo período de adaptação às novas formas de escrita.

Sinceramente, como ainda não estou convencido “das grandes melhorias para o país”, que as mudanças ortográficas trarão, acho as mesmas, inúteis.

Sou daqueles que defendem que há coisas muito mais importantes para resolver no Brasil (saúde, educação segurança pública, desemprego, corrupção...) antes de mudarmos a língua.

Ah, só para constar, quanto as palavras escritas de forma errada, no início desse texto, fiz de propósito ok (viram o ok? É, estou me adaptando a “grande conquista do país”, a mudança ortográfica – já usei o “K” por conta).


sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Como nossos filhos podem se tornar bons alunos

Por *Silvana Martani
Psicóloga da Clínica de Endocrinologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Organizadora e autora do Livro – Uma Viagem pela Puberdade e Adolescência

Para muitos pais as questões da escola são, sem dúvida nenhuma, o ponto nevrálgico da relação com os filhos. Não é raro percebermos nas reuniões entre pais e professores, a expressão de constrangimento e desagrado de muitos pais cujos filhos, no aproveitamento, deixaram a desejar.

A relação entre família e escola nunca foi uma coisa simples. De um lado os pais achando que a escola poderia assumir mais responsabilidades suprindo lacunas que eles hoje não conseguem contemplar e, do outro a escola que buscam negociar com essas lacunas tentando aproximar os pais de seus muros, engajando-os e tentando comprometê-los com seus filhos.

Sim, a escola precisa lutar para que os pais se comprometam com a aprendizagem de seus filhos. Cuidar da vida escolar de uma criança ou jovem não é apenas deixá-lo na escola na hora certa ou verificar de vez em quando suas lições ou suas notas, infelizmente é muito mais.

Com tantas atividades os pais nunca estiveram tão atarefados, exaustos e estressados e os filhos cada vez mais dispersos e desinteressados. Um aluno que consegue um aproveitamento satisfatório, na média exigida pela escola, é fruto de um trabalho intenso e conjunto de pais e educadores.

A escola tem o dever de oferecer aos seus alunos, instalações adequadas, limpas e arejadas, professores competentes e interessados, além de honrar o conteúdo obrigatório para cada série e representar os valores familiares.

Os pais devem zelar pela freqüência escolar de seus filhos, pela realização das tarefas e estudos em um local adequado, respeito aos professores e a escola, sua metodologia, didática e estatuto.

Parece fácil, mas quando os filhos apresentam dificuldades de aprendizagem ou de disciplina alguns pais tendem a criticar a escola e seus professores antes de avaliarem a circunstâncias e seus desdobramentos, sem perceber que estão ensinando os filhos a desculparem suas falhas, ignorando seus erros.

Um professor carismático, engraçado, comprometido e com uma metodologia de ensino bem estudada é capaz de transformar qualquer matéria chata numa delicia de se aprender, mas atrás de cada professor tem um ser humano que goza apenas de algumas dessas características.

Um aproveitamento fraco em uma matéria ou mais pode ser resultado de muitos fatores, dentre eles dificuldade de aprendizagem daquele conteúdo, desmotivação, dificuldade de relacionamento com os colegas ou com o professor, desorganização ou mesmo baixa de auto-estima somado ao excesso de expectativa dos pais, ciúme, medo, timidez, problemas familiares dentre outros.

Cada criança ou jovem tem seu ritmo, suas dificuldades e facilidades, sua forma de estudar, de entender e de se relacionar tanto com o conhecimento, como com as tarefas. Os pais precisam aprender a conhecer seus filhos e negociar com elas a melhor forma de conduzir os estudos.

Existem crianças que são muitos sensíveis aos estímulos e se distraem com facilidade, outras gostam de barulho enquanto realizam suas tarefas, há ainda as que preferem realizar suas tarefas em dois blocos (antes e depois das atividades extracurriculares), as que se cansam com facilidade, as que preferem estudar de tarde e não de manha as que tem muitas atividade e não dão conta nem do tempo e nem da exigência.

Outros problemas podem comprometer o bom andamento da aprendizagem de um aluno: problemas de visão, surdez, disritmias cerebrais, epilepsias, dislexia (dificuldade em lidar com símbolos-letras e números), disortografia (incapacidade de transcrição da linguagem oral tendo trocas auditivas), disgrafia (dificuldade de passar para a escrita o estimulo visual da palavra impressa).

Disartria (dificuldade de articular palavras, resultado de paresias, paralisias de músculos da face-fala pastosa), hiperatividade (que é ocasionada por um desequilíbrio neuroquimico cerebral, que provoca desatenção e dispersão), também interferem no aprendizado.

Porém, para que um indivíduo possa usufruir bem do que lhe é ensinado existem condições físicas, emocionais e estruturais básicas que devem ser contempladas: boas condições de moradia, incentivo dos pais ao estudo, escola comprometida com o conteúdo e o aluno, participação dos pais na vida escolar (tarefas, horários, estudo, professores), boa saúde, alimentação saudável (horários das refeições respeitados) e, bom relacionamento entre os pais.

Somado a tudo isso aquele beijo do pai ou da mãe antes de sair para a escola, com certeza, vai pesar tanto quanto tudo que citamos. Amor faz toda diferença e agrega prazer a vida.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Sorria você está sendo filmado!!!

Durante dois dias, estudantes de Jornalismo de Niterói emprestaram o microfone aos niteroienses. Em frente as câmeras os moradores deram sua opinão e reclamaram do que acham errado, além de deixar espaço para música e bom humor.

Confira o resultado dessa curiosa experiencia no documentário Na Lente.



segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Puberdade, pior que ela só a adolescência

Por Silvana Martani
Autora e organizadora do Livro Uma Viagem pela Puberdade e Adolescência, a psicóloga é formada pelo Instituto Unificado Paulista / Faculdade Objetivo 1978 – 1982.

Eles estão com 11, 12, 13 anos. São jovens no meio da puberdade que começa aos oito anos para as meninas e aos nove para os meninos. Nessa fase são insuportáveis, questionam medem forças e reclamam por tudo: tomar banho, se pentear, almoçar, fazer tarefas, cuidar de suas coisas e estudar. Tudo é motivo para o drama regado a muita cena, choro e gritos.

Estamos presenciando a puberdade e algumas de suas manifestações mais comuns. Tudo nessa fase parece estranho, tanto para os pais como para os filhos. Os filhos se sentem diferentes, com pavio curto e irritados com tudo. Hora se sentem cansados, ora estão prontos para correr uma maratona. O que parecia certo agora parece errado, tornando a convivência muito difícil.

A puberdade é uma fase importante da vida dos jovens. É ela que possibilita o rito de passagem entre a infância e a adolescência, é nela que o luto dessa despedida é intensamente vivenciado e elaborado, é nela que o mundo começa a mudar de cor é quando o menino ou menina vão começar a sentir toda gama de mudanças físicas e emocionais que se intensificarão mais tarde.

Os pais ficam tensos, começam a se preocupar mais com as coisas que ouvem dos filhos (não que antes não se preocupassem). Seu palavreado, suas idéias, manifestações, hábitos, vontades e toda gama de comportamentos que começa agora a mudar mais rápido do que é possível se adaptar.

Mais questionadores ainda, os jovens não tem noção de como organizar as idéias, as novas competências e recursos psicoemocionais, o que acaba normalmente gerando uma série de equívocos nas relações.

Quando um comportamento é instituído, se inauguram uma série de atuações inéditas que sempre serão acompanhadas de excessos pois, como sabemos, a ponderação não é um atributo nessas circunstâncias, ou seja, quando questionam, fazem isso muito pelo prazer de exercitar o novo recurso e para se certificarem de que estão agora concordando com a tal idéia ou padrão.

Permitir que o filho se expresse e orientar seus excessos, além de ajudá-lo a encontrar a medida certa para avaliar as situações, é uma boa conduta para sedimentar o terreno de entendimentos para quando a adolescência chegar. Os pais de filhos na puberdade sabem que essas mudanças acontecem e tentam se preparar para elas, mas ninguém está pronto.

Mesmo aqueles que já passaram por isso com outros filhos podem se surpreender com às mudanças bruscas de humor, com a irritabilidade, rebeldia, a oposição constante às idéias dos pais, o desdém dos valores da infância e dificuldade de se entreter, entre outras coisas.

Com certeza, quando a puberdade se inicia os jovens estarão preparados para ela e seus muitos desdobramentos. Aos pais restará uma eterna paciência aliada a crença de tudo que será vivido, todas as brigas, a medição de forças, os choros, as atormentações - como um grande laboratório para a construção da melhor medida para aquele indiviíuo, o filho.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Leitura correta e produtiva

Por Luiz Gonzaga Bertelli
* Presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e diretor da Fiesp


Durante mais de um mês os jornais estamparam, com o merecido destaque, os dados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), dando destaque à posição do Estado de São Paulo, que teve apenas 16,2% dos cursos superiores com avaliação máxima (4 e 5), muito atrás do Rio Grande do Norte, o primeiro colocado com 37,8% dos cursos com os maiores conceitos. Tais resultados certamente servirão de munição para os costumeiros disparos que virão de várias frentes, desde os “palpiteiros” superficiais, que defendem soluções midiáticas sem base sólida, até os ideólogos de plantão, vezeiros em manipular/descontextualizar índices para fins politiqueiros, ou os eternos otimistas, que teimam em fechar os olhos para a realidade e valorizar excessivamente os poucos avanços pontuais da educação nas últimas décadas.
Entretanto, para que obtenham efetivamente os melhores efeitos da alentada pesquisa e também o seu melhor uso, a análise do Enade 2006 não deverá se centrar no desempenho de São Paulo, até porque as universidades públicas estaduais – seguramente entre as de melhor qualidade do País – continuam firmes na recusa de participar desse exame que, em última análise, representa uma espécie de prestação de contas ao contribuinte que arca com o dinheiro que as mantém como ilhas de excelência. Vale, também, considerar que são paulistas oito dos 45 cursos com nota 5, a maior tanto na avaliação geral como no índice de conhecimento que a escola agrega ao aluno durante os anos de estudo. Isso, além de sediar 1.346 (23, 6%) dos 5.701 cursos incluídos no Enade 2006 e, no ensino, nem sempre quantidade significa qualidade.

Numa leitura responsável e produtiva, o Enade deveria balizar o resgate da educação que atravessa, provavelmente, a quadra mais negra de sua história. A não ser pelas sempre honrosas exceções, o que se vê é um preocupante fracasso, que vai da educação infantil à pós-graduação e frustra as esperanças de ascensão social e profissional de milhões de jovens pelo caminho digno do estudo e do trabalho. Essa não é uma missão apenas dos detentores do poder público, que mais falam do que agem em favor da qualidade do ensino. Mas deve envolver a sociedade que sinaliza para uma letargia perniciosa, ao relegar a educação a um mero sétimo lugar entre as prioridades nacionais, segundo recente pesquisa de opinião. Já a pesquisa Perfil do Universitário da Região Metropolitana de São Paulo, que o CIEE divulga nesta terça-feira, 12 de junho, mostra que 55% dos alunos das faculdades, talvez num reflexo de sua própria experiência, elegem a crise educacional como uma das mais graves do País, apenas um pouco atrás da corrupção no governo, com 60%. Em quarto lugar, com 40%, aparece o desemprego.

Com experiência de 43 anos na inclusão profissional dos estudantes por meio do estágio, o CIEE vê com preocupação não apenas os baixos indicadores de desempenho escolar, mas também o crescente descolamento dos currículos da realidade do mundo do trabalho. Preparar o aluno para compor a força de trabalho não é a única finalidade da educação formal, mas seguramente deve ser encarada como uma das mais importantes, tanto pelo impacto que a escolaridade provoca no desenvolvimento socioeconômico dos países, quanto por sua contribuição para a renda e a qualidade de vida de seus cidadãos. Isso vale em especial para as nações emergentes, como já demonstraram experiências anteriores, caso dos sempre citados saltos da Coréia do Sul e de outros Tigres Asiáticos.

O Brasil parece estar entrando num ciclo de retomada de desenvolvimento, mesmo que isso aconteça com atraso e abaixo do ritmo desejado por boa parte da opinião pública. Caso esse processo se consolide, é muito provável que se torne mais agudo o problema da capacitação da mão-de-obra brasileira para atuar nos padrões produtivos da moderna economia. Portanto, é cada vez mais urgente a necessidade de oferecer aos jovens todas as oportunidades de se prepararem adequadamente para enfrentar o desafio de conquistar um espaço no mercado de trabalho e assim, quem sabe, o País deixará de conviver com uma realidade vergonhosa: a faixa etária mais penalizada pelo desemprego é exatamente aquela que se situa entre os 15 e os 24 anos.

Nessa tarefa, as empresas e os órgãos públicos têm um relevante papel a desempenhar, cumprindo não apenas com sua responsabilidade fiscal, mas também colhendo bons frutos com sua iniciativa. Trata-se da adoção de programas de estágio que, realizados de acordo com a lei específica, complementam a formação acadêmica e propiciam a aquisição de habilidades atitudinais pelos estudantes. Essa experiência vem se firmando, cada vez mais, como um eficiente instrumento para a preparação de futuros profissionais de acordo com a cultura da organização, além de se revelar uma fértil fonte de recrutamento de novos talentos, com um índice de 64% de efetivação dos estagiários, após um ou dois períodos de treinamento.

A realidade atual mostra a necessidade de aproximar cada vez mais o ensino acadêmico dos acelerados avanços organizacionais e tecnológicos do mundo empresarial, em que a esmagadora maioria dos jovens terá de atuar, mais cedo ou mais tarde, para realizar suas aspirações de um futuro mais digno e mais justo. E o caminho mais curto para isso, sem sombra de dúvida, é o estágio.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Cidade dos Homens chega a maioridade e desce o morro

Pontuado pelos aniversários de dezoito anos de seus protagonistas, Cidade dos Homens chega ás telonas para mostrar o crescimento de seus personagens. Laranjinha e Acerola não lutam apenas para sobreviver, mas para descobrir quem são, encontrar seu lugar na vida adulta.

Enquanto laranjinha busca o paradeiro de seu pai, Acerola reluta em assumir seu papel de pai. Ambos os temas introduzidos na série, são reapresentados no filme, o que pode parecer repetitivo, mas necessário para situar o expectador que não acompanhava a série na TV.

O longa segue o ritmo da TV além de ser pontuada por flashbacks, (da série e do curta-metragem Palace 2), que remontam ao expectador, a trajetória vivida pelos personagens. Cenas feitas com a Câmera na mão e edição frenética, como na TV, aumentam a tensão na disputa pelo poder na favela.

Pano de fundo para a história, a guerra pelo poder é declarada no morro. Laranjinha e Acerola são obrigados a deixar a Favela da Sinuca, e acabam descobrindo que a cidade pode ser tão, ou mais, hostil que a favela.

Sem seu referencial, é na Sinuca que está tudo e todos que conhecem, e atravessando uma fase de auto-conhecimento, os personagens descobrem fatos que os colocam em lados opostos da disputa. A partir daí cabe a cada um decidir como levar suas vidas.

Derivada de Cidade de Deus (2002), Cidade dos Homens apresenta um Rio de Janeiro muito diferente do longa de Fernando Meirelles. Onde a cidade lá em baixo pode ser mais confusa e perigosa que a favela. O filme também mostra a importância do meio em que vivemos, assim como das relações de amizade construídas desde a infância, nas nossas ações adultas. Para Laranjinha e Acerola fatores determinantes, na escolha do caminho a seguir, seja ele um lado da disputa ou a renúncia do mundo que conhecem.



Leia o especial da @NNA sobre o filme

Entrevista com o diretor Paulo Morelli


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Ciúme: um sentimento de insegurança

Por Silvana Martani

O ciúme é uma arma poderosa que defende o amor da indiferença, da mesmice, da convivência morna, temperando de paixão os relacionamentos de uma maneira geral.

Quem nunca sofreu por um grande amor, quem não sentiu ciúmes até da família e amigos, do cachorro que o namorado leva para passear, do passado que este individuo viveu, dos "exs" e todo mais que fez parte da estória do outro antes de você chegar. No amor a posse se encaixa bem no tamanho da insegurança de cada um e este sentimento transforma até o ser humano mais altruísta do mundo em um ser ciumento.

Cantado em verso e prosa os ciúmes sempre foi uma fonte de sofrimento e, dependendo da intensidade da paixão ou de sua insanidade, dói ou mata.

Existe uma linha muito tênue entre a saúde e a doença quando se fala de ciúme, denunciando os amantes que podem construir relacionamentos saudáveis e os que transformam o relacionamento no espelho de suas doenças emocionais.

O Ciúme Patológico ou obsessivo transforma homens e mulheres em reféns de parceiros e este seqüestro "autorizado" pode levar anos para que a vítima se liberte não sem as seqüelas próprias dos atos vis e humilhações que este "cativeiro" é capaz de provocar.

Neste tipo de ciúme qualquer duvida, qualquer atraso, olhar vago ou atitude que o obsessivo julgue inadequada para o momento ou ocasião pode se transformar em denuncia de fatos, certezas de flagrantes prontos para mostrar uma traição.

Neste tipo de ciúme, fantasia e realidade se confundem, assumindo proporções absurdas e bizarras, muitas vezes, criando rituais malucos e inadequados. Existem várias doenças psiquiátricas que tem no ciúme obsessivo um dos seus principais sintomas, como por exemplo, o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e os Transtornos de Personalidade.

Enquanto o ciúme normal é um sentimento passageiro, que dá lugar a tranqüilidade e satisfação a medida que o amante se sente mais seguro com relação aos sentimentos do outro, no Ciúme Mórbido ou Patológico vários sentimentos perturbadores se revezam tecendo uma rede dor e sofrimento. Ansiedade, depressão, raiva, vergonha, humilhação, culpa, aumento do desejo sexual e vingança são alguns dos sentimentos que norteiam as atitudes destas pessoas.

Como neste tipo de ciúme as conseqüências são camufladas ou omitidas pelas vitimas um bom exemplo são as agressões físicas é muito difícil uma estatística correta que nos mostre quantas pessoas são vitimadas ou quantos homicídios ocorrem tendo o ciúme como pano de fundo.

Amar é um verbo com muitas conjugações. Querer transformar o ser amado em boneco ou marionete cujo único prazer é prestar serviço ao amor louco e doentio é a pior de todas as suas formas.

Quem sente ciúmes desta forma normalmente está deprimido, inseguro, tem baixa auto-estima, não se sente capaz de merecer um grande amor e precisa de ajuda médica e psicoterápica. Não é possível se livrar deste tipo de comprometimento sozinho ou simplesmente com a ajuda do parceiro, pois não é o relacionamento que o deixa doente, mas a sua estrutura emocional que se encontra comprometida e o relacionamento somente ilustra e denuncia.

Muitas pessoas sofrem desta maneira e acham que os excessos fazem parte do amor verdadeiro. Com certeza alguns excessos são permitidos quando se fala de amor, mas somente excessos mostram muito mais um descontrole e doença do que o grande amor.

O Poder e a força das Comunidades

Por Valéria Jureidini

Os seres humanos possuem instinto gregário, dependem de suas interações humanas para sobreviver em sociedade. O conceito da web 2.0 com suas ferramentas agregadoras veio para tornar mais potente esta manifestação biológica.

Desde os primórdios, a Internet é um meio facilitador desse processo, ela viabiliza rapidamente o contato e a busca por semelhantes. Hoje temos mais de 170 milhões de pessoas no mundo envolvidas de alguma forma em comunidades virtuais, utilizando ferramentas web 2.0. Quando o assunto é rede social, o Brasil lidera o ranking seguido por México e China.

Quando essas pessoas se unem para discutir sobre um tema de seu interesse, a força que emerge deste processo é enorme, visto que elas tem paixão pelo assunto e irão inserir novos conteúdos para provar e incrementar suas teses.

Como funcionam então as "biocomunidades digitais": Primeiro ocorre o processo de envolvimento com conteúdos de interesse através dos Agregadores (RSS), auto-organização utilizando os localizadores (folksonomia), e em seguida ocorre o encontro com outros membros por meio dos aproximadores (profiles) e, com a ajuda dos comunicadores (messenger), tecem-se as redes de interação.

Mas, de fato, uma comunidade somente chega a sua essência quando as mentes criativas partem para a colaboração (diggs e comments), chegando ao seu objetivo final que é a pulverização (convite a novos membros).

É um processo biológico e digital funcionando 24 horas por dia. É simplesmente a opinião passando totalmente para as mãos dos usuários sem que haja um poder central e influência de quem quer que seja.

Como ficam as empresas e seu marketing neste cenário de descentralização gerado pelas comunidades? Não devem tentar vencê-las, devem se juntar a elas!

Mas, lembre-se, é preciso ter coragem, deixar de lado todos os preconceitos e conceitos clichês de marketing e partir para a pró-ação.

Entrar de corpo e alma, preparar profissionais de marketing para serem os maiores agentes colaboradores da comunidade. Aproveitar o poder financeiro da instituição para trabalhar de forma honesta, verdadeira e criativa, sem cobrar nada em troca. Prover conteúdo de qualidade que agregue valor ao grupo e faça valer sua presença com cadeira e voz ativa.

A marca e o produto de uma empresa não são mais fatores isolados, eles precisam estar contextualizados, ganhar vida, precisam passar opinião, receber críticas para poder superá-las e continuarem sobrevivendo e crescendo.

As empresas precisam começar a investir na produção e geração de conteúdo. Precisam considerar em seu cardápio de soluções e produtos, o conteúdo complementar e de valor agregado. É uma nova unidade de negócios que precisa nascer nas empresas.

A partir de agora, produzir um novo tênis é estar pensando ao mesmo tempo como ele se encaixará no dia-a-dia das comunidades e que papel exercerá. Somente assim ele terá importância, caso contrário será apenas mais um na multidão.

A princípio pode parecer utopia para as missões lucrativas de uma corporação, mas não é, é um investimento a médio e longo prazo, é definitivamente a forma mais barata e eficiente de se fazer um marketing que jamais existiu. O problema é que não há mais tempo para grandes reflexões. O trem deixou a estação já faz algum tempo e a uma velocidade exponencial.

O poder viral das comunidades pode chegar a dez, cem, ou mil vezes a frente do mesmo processo feito de forma isolada (one to one). Até o conceito de CRM deveria se modernizar para C&CRM (Custommer & Community Relationship Management), mas isto é tema para um próximo artigo.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Educação: crise e descaminho

Por Paulo Nathanael Pereira de Souza
Doutor em educação e presidente do Conselho de Administração do Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE

Que a educação brasileira vive a maior crise de sua história, todos sabemos. Que essa crise tem tudo a ver com a massificação e a heterogeneidade econômico-social dos alunos, que invadiram as salas de aula a partir da segunda metade do século 20 sem que a pedagogia conseguisse atualizar e diversificar os seus procedimentos, também não é novidade. O fracasso escolar dos jovens está aí para o desespero dos educadores. Os resultados das avaliações nacionais e internacionais: Saeb, Enem, Brasil e Pisa, retratam a gravidade da situação. No entanto, já vivemos dias melhores e com resultados positivos, tanto no ensino primário, como no secundário, ao tempo em que a minha geração freqüentou esses níveis de ensino. Alfabetizava-se a criançada num período entre seis meses e um ano; o currículo ginasial, além das disciplinas indispensáveis à cultura geral – português, matemática, ciências, história e geografia – dava-se ao luxo de ensinar latim, francês e inglês. E, no colegial, preparava-se a juventude em bases científicas ou humanísticas – cursos científico e clássico – com suficiente êxito para entrar na faculdade, até porque não existiam cursinhos e os vestibulares eram árduos e com sistemas de vagas em números clausus. O que pode explicar todos esses êxitos? De um lado o fato do alunado originar-se das classes A e B, nas quais se praticava familiarmente o currículo oculto, que assegurava uma prontidão suficientemente adequada para o início e o desenvolvimento da aprendizagem formal; e de outro, professores dedicados, vocacionados, bem formados e também bem pagos. E, por falar nisso, havia naqueles tempos o casamento do chupim com a professora que ganhava tão bem, a ponto de sustentar sozinha – e com nível confortável de vida – a família, enquanto o marido passava as tardes no jardim público, a ler jornal e jogar damas...

Os professores, que tinham salários equiparados aos dos juízes de direito, hoje, são os profissionais qualificados mais mal pagos do País. Não havia tempo para as discussões pedagogísticas sobre modos de alfabetizar, se pelo estruturalismo, se pelo construtivismo ou se pelo método fônico. O tempo era todo concentrado num só propósito: alfabetizar. Afinal essa tarefa, ontem, como hoje, se resume a um feijão com arroz, e mesmo quem não fosse professor – as mães, por exemplo – conseguiam ter êxito na alfabetização dos filhos. As mães educam os filhos, não com base em teorias controversas e acadêmicas, mas pelo simples fato de, como mães, conhecerem e amarem seus filhos. E nisso está o fundamento do sucesso tanto na alfabetização como na educação: amar e conhecer o aluno.

Daí para frente, a escolarização cumpria seu papel, desdobrando-se o processo ensino-aprendizagem nos campos intelectuais da ciência e das humanidades. Porque o objeto da educação fundamental não se limita mais a ensinar a ler, escrever e contar, e sim, em como usar esses pré-requisitos do conhecimento para interiorizar o saber nas suas duas dimensões básicas: o saber universal dos valores que não perecem e o saber historiográfico, ligado à cultura de cada etapa do progresso social de um povo. Competência de quem ensinava, de um lado, e prontidão de quem aprendia, de outro, sem esquecer de um detalhe importante: éramos poucos os que se escolarizavam. Não havia estas multidões que, graças a Deus, hoje lotam as escolas. Quinhentos alunos, por estabelecimento, se tanto, naquele tempo, e todos maduros para aprender. Ao contrário de hoje, quando as estatísticas de matrícula explodem e as escolas se enchem, de um lado de alunos sem prontidão para aprendizagem, dada a sua origem social cheia de carências, e de outro de professores confusos, com a cabeça cheia de mal assimiladas teorias sociológicas, psicológicas, biológicas, ideológicas e pedagógicas, e pouquíssima capacidade operacional para assegurar um mínimo de resultados positivos no processo sob sua responsabilidade.

No que diz respeito ao professor, aliás, mister se faz formá-lo melhor, não apenas nessas ciências do pedagogismo, mas, de preferência, na arte de bem transmitir seu recado, utilizando-se de recursos avançados da tecnologia da comunicação, para que não passe pelo vexame de, no que diz respeito ao uso da TI, ou tecnologia da informação, o aluno saber mais do que ele, em sala de aula. Formar melhor o professor e pagar dignamente o seu trabalho: esses, os principais pré-requisitos da retomada da qualidade e da funcionalidade do ensino básico.

Para que tudo mude para melhor, nada de reformas mirabolantes, nascidas de palpiteria dos sábios de gabinete, nas sim, uma adequação maior da escola aos reclamos do momento atual, no que diz respeito ao nível heterogêneo de prontidão dos alunos, hoje tão variado em meio à massa humana, de origem social a mais diversa, que busca a educação como o único caminho viável para a inserção social.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Os Simpsons - o filme

“Não acredito que agente pagou para assistir uma coisa que passa de graça na tv. Agente é otário, tudo mundo nesse cinema é otário”

A primeira fala de Os Simpsons – o filme, mostra que o longa, não apenas vai seguir o tom sarcástico da série de TV, mas também vai abusar do espaço a mais para ampliar as piadas ao máximo. A trama gira em torno da maior burrada de Homer, que põe em risco toda Springfield, e torna toda família fugitiva, já que seus vizinhos buscam vingança.

Fiel ao estilo anárquico da TV, o longa é um episódio mais longo da série, um ótimo episodio. A falta de ousadia no roteiro é compensada com as piadas e o bom humor da série, e mantém as características dos personagens cultivadas longo de vinte anos.

Mesmo com a necessidade de ser mais atemporal, as piadas tratam temas atuais, que vão dos sucessos de bilheterias, até a paranóia do governo Bush. Além do humor físico em alta escala, já visto no trailer.

Animação é visualmente melhor que a série, que nunca se destacou por uma animação de qualidade ou desenhos muito elaborados (afinal qualquer criança desenha o Bart).

Com a trama girando em torno do conflito familiar e dos problemas da cidade não sobra muito espaço para os inúmeros personagens da série. Estão todos presentes, mas o tempo destinado a eles é pequeno. Entretanto é possível perceber pela primeira vez o grande numero de personagens do universo de Os Simpsons.

Participações especiais, destaque na TV, também estão no longa, você pode conferir a “credibilidade de Tom Hanks” e uma apresentação da banda Green Day.

Desrespeito ao meio-ambiente, violência física e verbal, paranóia, atentado a pudor, personagens conhecidos do publico, e bom humor do inicio ao fim (literalmente! não saia da sala até o fim dos créditos), fazem do longa o que deve ser. Nada muito diferente ou elaborado apenas mais uma aventura, em grande escala, da família amarela que nos faz rir de nós mesmos.


terça-feira, 14 de agosto de 2007

Bons ventos

Por Paulo Nathanael Pereira de Souza
Doutor em educação e presidente do Conselho de Administração do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE)

Noto que algo está mudando no Brasil em relação à educação – e para melhor – , principalmente na mídia, que já não centra seu noticiário apenas no catastrofismo escolar, mas parece começar a perceber que a crise há muito instalada tem remédio, e que esse remédio está ao alcance das próprias escolas e sua comunidade de dirigentes, professores, alunos e familiares. Afinal de contas, já não é sem tempo essa mudança de enfoque, que vai da crítica negativa à sugestão de procedimentos simples e viáveis, capazes de acender algumas velas onde, antes, prevalecia a escuridão. E o que é melhor, já não se fala em reformas extensas e complexas, como até há pouco se fazia, notadamente no que diz respeito à educação superior. Reformas tão inúteis, quão enganosas, porque os males do ensino superior, em sua maior parte, não passam de heranças malditas recebidas do ensino básico, que não mais se sabe para que existe, nem o que nele se deve ensinar e como fazê-lo.

O problema brasileiro em educação não se encontra prioritariamente no ensino superior, mas no fundamental e médio, cuja grande performance nos últimos tempos não ultrapassou essa coisa louca de, numa ponta, apanhar os analfabetos puros para, na outra, devolvê-los à sociedade como analfabetos funcionais. É isso o que mostram todas as avaliações nacionais, estaduais e até internacionais (Saeb, Enem, Prova Brasil, Pisa, etc.), para vergonha nossa e, o que é pior, para o comprometimento do futuro desta nação, que terá no seu comando elites que, por força de sua formação inadequada, poderão meter os pés pelas mãos na tomada das decisões de interesse estratégico para o país.

Realmente – e isso parece começar a ser percebido pelos analistas --, não é de reformas que precisamos (aqueles articulados quilométricos, que ficam nas declarações do texto legal, sem chegar às salas de aula, e que refletem viezes ideológicos e preconceituosos de técnicos de gabinete, encarregados de sua elaboração). Leis sobre educação temos de sobra e a atual Lei de Diretrizes e Bases (LDB) é, no essencial, correta e satisfatória quanto aos caminhos que indica para a educação: mister se faz cumpri-la e, de preferência, com criatividade e competência no âmbito das escolas, com o apoio e a assistência dos órgãos superiores do sistema que, na sua centralização de poderes, têm mais perturbado do que viabilizado a qualificação dos procedimentos educativos.

Há ações que poderão melhorar em muito o desempenho das escolas, sem necessidade de novas leis. Em recente seminário realizado no Rio de Janeiro, que reuniu quase um milhar de educadores, tive oportunidade de elencar algumas dessas ações que, pela sua simplicidade, podem, sem mais delongas, ser tentadas pelas comunidades escolares em benefício de seus alunos. É o caso de: 1) enxugar e atualizar os atuais currículos em vigor; 2) didatizar os procedimentos docentes, na linha da visão holística dos conhecimentos, com a integração dos conteúdos programáticos; 3) preparar os alunos, mediante a pesquisa bibliográfica, a leitura habitual de jornais e revistas e o acesso sistemático à internet, para o exercício de um autodidatismo inteligente, com vistas à educação permanente pós-diploma; 4) assegurar clareza e correção gramatical na comunicação escrita e oral e na leitura; 5) dar ao aluno capacidade de raciocínio matemático e destreza nas operações básicas; 6) nunca transmitir aos alunos formulações teóricas e abstratas, que não se possam acompanhar de demonstrações práticas de aplicabilidade; 7) enriquecer o currículo com experiências externas, integradas ao plano de ensino, na forma de visitas a locais interessantes, excursões, freqüência a exposições, concertos musicais, indústrias, museus, e outros pontos de apoio ao saber; 8) avaliar periodicamente o progresso dos alunos na aprendizagem, e estudar reposições aos mais lentos no aproveitamento; 9) criar conselhos mistos de professores e pais de alunos para discutir as dificuldades enfrentadas pela escola, em reuniões mensais, para substituir as desgastadas associações de pais e mestres; 10) intensificar, na escola ou em clubes e áreas comunitárias, as atividades esportivas e recreativas para os alunos e seus familiares, etc., etc., etc.

Mister se faz, no entanto que as secretarias e os conselhos de Educação apóiem e estimulem essas mudanças, trocando sua ótica predominantemente burocrática de regramento e controle de cada escola, por uma atitude mais pedagógica e permissiva do uso da liberdade de criação por parte de diretores e professores. Ao mesmo tempo, haveria que estimular as faculdades de educação a formar professores para o uso da liberdade, da inovação e do empreendedorismo pelos alunos, e que os governos buscassem, com prioridade, devolver a dignidade aos mestres, pagando-os com melhores salários, e dando-lhes condições mais adequadas ao desenvolvimento do seu fazer pedagógico. Afinal, só se formarão cidadãos livres, com escolas onde reine maior liberdade de ensino (sem prejuízo, é claro, da qualidade) no dia-a-dia do exercício profissional dos docentes.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

E agora Marta?

"Relaxa e goza"! Essa foi a sugestão da 'brilhante' Marta Suplicy, quando perguntada sobre o caos aéreo no Brasil.

Primeiro 154, agora 186. Quantos mais precisarão perder a vida para que alguém comece a trabalhar em Brasília?

Ao ver nos jornais as cenas dos familiares das vítimas, um dia após o acidente (mais uma consequëncia do descaso das autoridades, quanto a terrível situação atual da aviação brasileira), me senti mal, emocionado com o desespero dos parentes e amigos dos passageiros do vôo 3054 da TAM.

Acabei de assisti e resolvi desabafar aqui. Mas, falar o que, que o Brasil não tem jeito, que os políticos não prestam? Sugiro agirmos e na próxima eleição, pensarmos antes de votar, anotarmos os nomes destes que nos tratam como 'burros', com frases do tipo: "não há caos aéreo", "isso tudo é resultado do progresso do país", "o problema é o aumento no números de vôos". Temos que tirar esses seres cancerígenos do poder!

E não esqueçam de frases que, além de servir como desculpa, como estas que mencionei acima, ainda debocham de nós, como aquela que não pára de 'martelar' na minha cabeça, desde que vi as primeiras imagens do acidente: "Relaxa e goza"!

Não consigo me conformar com o desrespeito com que a população brasileira é tratada por políticos como a autora desta frase. As palavras desta mulher, depois do horror que vi durante as reportagens da tragédia, serão para mim e acho que deveria ser para todos, negativamente inesquecíveis.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Será que o do vizinho é sempre melhor?

Por Edilson Flores

Neste domingo o Brasil goleou a Argentina por 3 a 0, na final da Copa América e sagrou-se bicampeão da competição.

Com esse resultado, acho que já está na hora de muito jornalista repensar seus comentários e parar de analisar só placar de jogo.

Falo isso porque me irritou profundamente a forma impressionante como alguns coleguinhas da imprensa esportiva brasileira têm alma de vira-lata, que tratam o que é nosso sempre como inferior ao que é de outros países.

Não consigo conceber, a inacreditável bajulação a seleção argentina nos últimos anos. Na Copa América deste ano, assisti todas as partidas de nossos hermanos e, sinceramente, não vi nada demais, do início ao fim do torneio. Mas a mídia brasileira exaltava nossos rivais e chegou a explicitar o temor de que nossa seleção os enfrentasse.

Certo que golearam EUA, Colômbia, Peru e México, mas, além de serem adversários fracos, o time “espetacular” da Argentina, só conseguiu a vitória no segundo tempo e em todos esses jogos, só deslanchava depois que ficavam em vantagem no placar.

Não estou dizendo que jogaram mal, mas, por ser o “time dos sonhos” de nossa imprensa esportiva, tinha que ter feito muito mais.

Tanto que, na hora que pegou o Brasil, o que era temido pela nossa imprensa, como já mencionei acima, levou outra surra: Brasil 3 a 0 (e se não perdêssemos tantas chances de gol, teríamos feito mais).

Não entendo o porquê dessa bajulação toda, não conquistam nada à quase 15 anos, período que nossa seleção, cansou de ganhar títulos, por sinal, os três últimos em cima deles, dois por goleada e um nos pênaltis (com nosso time reserva). E não vamos esquecer que nesse último, também estávamos sem vários craques e que em todas as três conquistas, a Argentina sempre contou com seu time completo.

Quero esclarecer que não gosto desse time brasileiro (acho fraco), mas também não vejo a seleção portenha como um timaço. Tirando Riquelme, Messi (que se não se cuidar vai virar um Ronaldinho Gaúcho argentino – joga bem no clube e some na seleção) e Tevez, que são craques, o resto são bons jogadores e ponto, nada de outro mundo. E vale lembrar, também, que sem esses três, eles se enfraquecem muito, enquanto nós, já por duas vezes, os vencemos em finais sem nossas principais estrelas.

Sei que devemos copiar muitas coisas que existem em outros cantos do mundo, mas, exageros me revoltam. E francamente, no que diz respeito a futebol, pouco temos a imitar, talvez a organização européia, mas, dentro de campo, nós é que somos o exemplo a ser seguido.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Cardápio turístico???

Uma nova lei estadual dertemina que os restaurantes do estado devem trazer em seus cardapios, um texto contando um pouco sobre a história e os atrativos dos municípios em que se encontram, em português inglês e francês. Segundo o autor isso aumentaria o turismo interior do estado.

Leia a notícia no site da @NNA...
http://www.anna.inf.br/?pg=noticia&id=1018

O aumento do turismo em cidades do interios é sem dúvida, necessário para as cidades e o estado, e o Rio de Janeiro é rico em cidades históricas e grandes reservas, pontos turisticos naturais e culturais. Mas incluir essas informações em um cardápio terá mesmo algum efeito no interesse turistico da região? Não seria possivel encontar outras medidas tão, ou mais eficientes que esta???

E você morador da região o acha???

sábado, 7 de julho de 2007

Jornalismo cidadão

Jornalismo Cidadão, ou Jornalismo Participativo ou ainda Jornalismo Colaborativo é uma idéia de jornalismo na qual o conteúdo (texto + imagem + som) é produzido por cidadãos comuns apenas ou em colaboração com jornalistas profissionais. Esta prática se caracteriza pela maior liberdade na produção e veiculação de notícias, já que não exige formação específica em jornalismo para os indivíduos que a executam, mas, por outro lado, assim como outros sistemas colaborativos (como o wiki), carece de precisão e controle de qualidade sobre o conteúdo publicado.

O Jornalismo Cidadão ganhou força nos últimos anos a partir do advento das ferramentas de edição e publicação na internet como wikis, blogs e a popularização dos celulares equipados com câmeras digitais, além de outras NTICs.

Deve-se atentar que Jornalismo Cidadão não é sinônimo de Jornalismo cívico, que é o jornalismo profissional caracterizado pela cobertura jornalística dos veículos de imprensa voltada para o cidadão.

Outros termos para Jornalismo Cidadão são o original em inglês citizen journalism, networked journalism (jornalismo em rede), grassroots journalism (jornalismo de raiz), jornalismo amador, jornalismo participativo, jornalismo colaborativo ou jornalismo open source.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Leia o artigo na íntegra
http://http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo_cidad%C3%A3o